Ivan Jubert Guimarães é poeta, cronista e contista. Estreou no romance com o lançamento do livro Um Amor da Eternidade. Sua verve poética foi despertada cedo, 14 ou 15 anos de idade e, desde então, escreve poesias sobre os mais variados temas, embora o amor, ao lado da poítica sejam seus temas preferidos. Nos anos em que o país viveu sob a ditadura militar, o autor escreveu muitas poesias e textos de protesto que eram lidos em recitais realizados na casa de amigos ou em igrejas.
Escreveu três peças de teatro, duas delas já apresentadas e que obtiveram sucesso junto ao público a que foram dirigidas: O Rim Tim Tim Por Tim Tim e A Arte da Comunicação.
O autor é terapeuta em Programação Neuro Linguística e cursa aulas de filosofia e desenvolvimento mental visando aprimorar seu conhecimento e assim poder colaborar na construção de um mundo melhor.
Mais Ivan Jubert Guimarães
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Livro de Ivan Jubert Guimarães
SETE SONETOS QUE FALAM DO TEMPO
A Hora
(Ivan Jubert Guimarães)
Ela divide-se em minutos e segundos
E marca o tempo corrido do dia; o prazo
Ela controla os sentimentos mais profundos,
A angústia, a espera do encontro, o atraso.
Quase nunca se acerta a hora com o parceiro
Cada relógio tem seu tempo e velocidade,
E isso faz com que um chegue sempre primeiro,
Deixando quem espera na maior ansiedade.
Há momentos em que as horas voam a jato,
E há aqueles em que os minutos tardam a passar.
A gente reclama de tudo e isso é muito chato.
Os segundos também caminham lentamente,
Tente ficar apenas quarenta sem respirar,
Viver a vida pelo relógio acaba matando a gente.
O Dia
(Ivan Jubert Guimarães)
A cada amanhecer de um novo dia
As esperanças se renovam na mente,
E enchem meu coração de alegria,
Fazendo com que eu siga em frente.
É muito bom a gente ter uma alvorada,
É um renascer, não simplesmente acordar,
Quem dorme até tarde não sente nada,
Acorda, levanta e logo volta a deitar.
Vive mais quem dorme tarde e levanta cedo,
Gente assim está sempre sorrindo,
E vive a vida com coragem, sem medo.
Mas se a preguiça é tua companheira,
E se passas o dia inteiro dormindo,
Estás a perder uma vida inteira.
A Noite
(Ivan Jubert Guimarães)
Quando a tarde cai e o sol se esconde,
E este espetáculo ocorre todos os dias,
Não importa o quando e nem o aonde,
Pára o que estiver fazendo e aprecia.
A beleza da Natureza é grandiosa,
Não existe maior beleza que o luar.
Aquela claridade branca, tão formosa,
Que chega dando-nos a vontade de amar.
A noite perde a escuridão e fica luminosa,
Estrelas surgem deixando a noite mais bela,
É quando eu a vejo chegar toda airosa.
Com seus cabelos negros soltos ao vento
É impossível eu não me apaixonar por ela,
E encher o meu coração de contentamento.
O Frio
(Ivan Jubert Guimarães)
Quando chega aquele frio cortante,
Que corta os ossos e machuca a pele,
Procuramos um lugar aconchegante
Aquecendo-nos pra evitar que o corpo gele.
Nossos corpos se abraçam tão fortemente,
As mãos frenéticas numa busca louca,
Nossos lábios se unem suavemente
Para logo os meus explorarem tua boca.
E quando minhas mãos tocam teus seios,
Um calor começa a chegar abrasador,
E nos entregamos sem medos ou receios.
Trocamos carícias e elas não são poucas,
E nos deixamos dominar pela força do amor,
E sob um frio intenso, tiramos nossas roupas.
O Calor
(Ivan Jubert Guimarães)
Ah quando te vejo passar nas tardes de verão,
Caminhando livre, solta e descontraída,
Ouço bater mais forte, as batidas meu coração,
E tomo um novo gosto por minha vida.
Deve ser a energia do sol em sua plenitude,
Que faz florescer o amor como fosse primavera;
E eu que sempre fui tímido, mudo de atitude
Ao ver que tu és real e não uma simples quimera.
Mas quisera fosse possível eu refrescar teu rosto,
Para que sentiste todo o frescor de uma flor,
E eu faria isso com delicadeza e muito gosto.
Por isso, não temas minha presença tão perto,
Se assim o faço é para que sintas o meu amor,
E quem sabe um dia, tudo possa dar certo!
A Chuva
(Ivan Jubert Guimarães)
O dia parecia quente com aquele sol que arde,
Tu saíste pela manhã de sandálias e vestido branco;
Brilhaste a manhã inteira, mas eis que chega a tarde
Que te assusta fazendo-te perder teu sorriso franco.
Trovões começam a troar seguidos de raios fulminantes;
O sol ainda brilha com toda sua força e com seu calor;
As nuvens escurecem e já não são brancas como antes,
A tempestade que se aproxima te enche de pavor.
Tu apertas os passos para escapar daquela tormenta,
Mas a chuva inclemente te acompanha pela rua,
Tu corres toda molhada, mas a chuva ainda aumenta.
Teu branco vestido, todo molhado, ficou transparente,
Os cabelos escorridos te fazem sentir-te fria e nua,
E eu que a tudo assisto pela janela, rio todo contente.
O Tempo
(Ivan Jubert Guimarães)
Para tudo na vida há um tempo,
E o tempo é certo para cada fim,
O tempo de só acompanhar o vento
E o tempo de gostar mais de mim.
O tempo de a bondade ser praticada,
E de se praticar a ajuda verdadeira,
O tempo de conquistar a mulher amada,
E de entender que a vida não é brincadeira.
Mesmo quando há muito que se fazer,
A vida nos dá o tempo que é preciso,
E assim fazemos tudo antes de morrer.
E quando chega o tempo da tristeza,
Sempre chega o tempo do sorriso,
É isso que faz da vida uma beleza!
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