segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Carmo Vasconcelos

Maria do Carmo F. de Vasconcellos Figueiredo
NOME LITERÁRIO: Carmo Vasconcelos
NATURALIDADE: Lisboa - Portugal

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Carmo Vasconcelos desde sempre cultivou a paixão pela leitura e pela escrita. É autora de um livro de poemas intitulado "GEOMETRIAS INTEMPORAIS", publicado em papel no ano 2000, e tem outros livros de poemas aguardando publicação, bem como romance, palestras, conferências e ensaios.

E-Books:

“O VÉRTICE LUMINOSO DA PIRÂMIDE” (Romance, 2 Volumes), “ROMPENDO AMARRAS”, “MEMORANDO DE FOGO”, “DESPIDA DE SEGREDOS”, “LUAS E MARÉS” e “SONETOS ESCOLHIDOS” (Poemas).

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Inéditos, muitos, alguns espalhados por jornais e revistas e inseridos em diversas Antologias. Pela sua participação em vários Jogos Florais teve o privilégio de ganhar numerosos prémios e menções honrosas.

É membro da Associação Portuguesa de Poetas (onde já integrou os Corpos Directivos) e do Cenáculo Literário Marquesa de Valverde, nos quais já colaborou como júri de concursos literários. Participante assídua dos encontros da Associação Fernando Pessoa, em Lisboa, aí foi distinguida com um trabalho de sua autoria, intitulado "A FASE MÍSTICA DE FERNANDO PESSOA".

Amante da Filosofia e da Psicologia, eterna buscadora, estudante de esoterismo e misticismo, é membro da Ordem Rosacruz-AMORC (Grande Loja do Brasil), onde teve a honra de ser nomeada “Mestre Auxiliar” e, mais tarde, indigitada para “Mestre” (cargo que não aceitou), do Capítulo AMORC de Lisboa, que ajudou a inaugurar em 1979.

Entre outras, proferiu uma palestra na Livraria-Galeria Verney, em Oeiras, (Portugal) que teve por tema "O HOMEM E O UNIVERSO" e na Net, uma conferência, seguida de debate, intitulada "REENCARNAÇÃO, CARMA E EVOLUÇÃO"

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A par da sua escrita tem-se dedicado à tradução e revisão literária de obras portuguesas e estrangeiras. É autora de vários Prefácios.

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Carmo Vasconcelos é Membro da Associação Portuguesa de Poetas – APP; Gerente e autora do Grupo Ecos da Poesia - GEP; Patrono da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores - AVSPE; Académico Fundador da Academia Virtual Poética do Brasil – AVPB ; Membro convidado da Academia Poçoense de Letras e Artes – APOLO; Autora na Varanda das Estrelícias, Portal Cen, Poetas Del Mundo; Recanto das Letras, Usina das Palavras, Luso-Poemas e O Melhor da Web.

Moinhos de Vento
(Carmo Vasconcelos)

Ainda não esqueci em tantos anos
As setas aguçadas de ciúme
Partindo de teus olhos arcos-lume
Feitas dardos ferinos e insanos

Em mim ainda sangram incrustadas
Palavras tuas tão incoerentes
Chagas minhas antigas mas latentes
Que de vez só na tumba são saradas

De culpas inventadas me vesti
Fiz delas a couraça e resisti
Cedendo a quixotescos desalinhos

Minha espada... A palavra de Cervantes
No punho… Vês gigantes? São gigantes
No gume… Vês moinhos? São moinhos

(In E-Book "Sonetos Escolhidos")


Um nada de pó
(Carmo Vasconcelos)

No Universo pálida centelha
É minha voz aos céus pedindo Graças
Não mais que meras vibrações esparsas
Dos poros expelida a dor que engelha

Impõe-se o mar com pungentes bramidos
Ruge o vento lamentosos murmúrios
Eclodem os vulcões chispando augúrios
Clamam almas e corpos em gemidos

E eu me agigantando, mero grão
Que em fútil e arrogante pretensão
Ousa invocar pra si a primazia

Se um nada de pó sou... que em sintonia
Com a terra, a urze, o rio e a semente
Deve irmanar-se ao Todo humildemente

Lisboa/Portugal
Julho/2007
(In E-Book "Sonetos Escolhidos II")


Depois…
(Carmo Vasconcelos)

Repousem no mar alto os vossos tristes olhos
Por lá esvoaçará minh’alma embalada
No verde-azul e branco, na luz da alvorada
Liberta da senda terrena dos escolhos

Serei a amante das marés que em seu langor
Cálidas vão pla minha sombra deslizando
Nua e etérea sem desejos palpitando
Livre dos tormentos da carne e do amor

Aí serei pura, o que não fui na vida
A onda, a espuma, a estrela reflectida
Airada nuvem sem destino plo espaço

Água e peixe, o elanguescer da bruma
A rósea tela do sol quando se esfuma
Num raio de lua o abandono lasso

Lisboa-Portugal
2006
(In E-Book “Sonetos Escolhidos”)


Mãe
(Carmo Vasconcelos)

Tal Rainha Santa que em rosas muda o pão
Tu transmutas, mãe, no ventre, o amor em filhos
E dessa alquimia superas os cadilhos
Pla graça a ti doada, flor de abnegação

Não sendo Rainha ou Santa foste abençoada
Por milagrosamente em teu corpo gerares
O mais nobre poema de rimas milenares
Escrito a dor e sangue na carne desbravada

Dores momentâneas que de pronto esqueces
Ao teres no regaço o filho que aqueces
Ao calor desse ímpar momento divinal

E cortado embora o cordão umbilical
Só a morte rompe teu idílio materno
Laço predestinado nos céus p’lo Eterno

10 de Maio/2008


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1 comentários:

  1. Regina Coeli/RJJan 11, 2012 10:20 AM

    Tão querida poetisa Carmo Vasconcelos,

    Neste jardim de todos, planto o meu
    Singelo comentário aos teus escritos,
    Agradecendo a Deus e aos Céus benditos
    Sentir da tua flor no chão que é teu.

    Fizeste-me enxergar um apogeu
    Nos versos teus de sonhos não proscritos
    Por mar de choros de uma nau de aflitos
    Que cantam pra criança que morreu...

    Eu te senti nas asas balançantes
    De um passarinho alado em madrigais
    Vindo tocar meus galhos tão distantes...

    Se a poesia, com copas colossais,
    Recende um puro Amor entre os amantes,
    Amo teu verso aqui, que aqui tu estás!

    Com o imenso carinho da tua admiradora e amiga Regina Coeli/Rio de Janeiro/J.

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