Ângelo d'Ávila nasceu em Araxá - MG, aos 16 de março de 1924. Filho de José de Ávila e Camélia dos Santos Ávila. Membro da Associação Nacional dos Escritores de Brasília (ANE), do Sindicato dos Escritores de Brasília, e das seguintes entidades: Titular da cadeira XXXVI da Academia de Letras de Brasília (DF), membro correspondente das academias: Petropolitana de Poesia Raul de Leoni (RJ), Internacional de Letras “3 Fronteiras” e Uruguaiana de Letras (RS), Pirenopolina de Letras e Música (GO) e Araxaense de Letras (MG); sócio do Clube de Poesia da Associação Uruguaianense de Escritores e Editores e do Clube Internacional da Boa Leitura (RS) e outras agremiações ligadas à cultura e à astronomia. Tem dez volumes publicados, colabora em revistas literárias, jornais e antologias, premiado em concursos de contos, romance e poesia. Estudou Farmácia e Bioquímica, Línguas Neolatinas e cursos de pós-graduação concernentes ao exercício profissional. Ex-professor, ex-diretor de colégio, servidor público aposentado, reside em Brasília. Autor de uma vasta obra que inclui romances, contos, ensaios e traduções do Rubaiyat de Omar Khayyam, O Corvo de Edgar Allan Pöe e Luz no Caminho de Mabel Collins. Obra Poética: Poesias Neoparnasianas, Poesias Neomodernistas, Poesias eofuturistas, Poemas em Prosa, Sonetos e Haicais e Mil e Uma trovas.Página pessoal: http://www.adavila.com.br/
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Trovas filosóficas
Ângelo d’Ávila
No labirinto da vida
quem só vai de cá pra lá
não acha nunca a saída
se não vem de lá pra cá.
Olhe o céu e busque ver
Deus, porém ninguém o vê,
se Deus lá não estiver
busque-o dentro de você.
Em vez de buscar nos céus
com a mente perdida a esmo,
busque a presença de Deus
no interior de si mesmo.
Se tudo aqui quando nasce,
nasce na vida morrendo,
com certeza quando morre,
morre na morte nascendo.
Da vida humana, a verdade
não é nunca conhecida,
semelhante uma saudade
escondida em nossa vida.
Na vida de muita gente
há uma certa nostalgia,
de ser triste por não ser
algo mais que ser queria
Infalível ninguém nasce,
ninguém vive sem falhar,
os erros que cometemos
ensinam não mais errar.
O meu começo e meu fim
estão nisso que hoje eu sou,
sei que Deus está em mim
como sei que em Deus estou.
Nossos atos são sementes
que plantamos pela vida,
e a seara que plantamos
temos que levar colhida.
Quem ganhou sua seara
é destinado a plantá-la,
se não plantar vai voltar
pra de novo cultivá-la.
Quando algo se estratifica
além da imaginação,
se a vida não nos explica,
há falha na explicação.
Nossos desejos de amor
nos pousam no coração
com asas de beija-flor
com garras de gavião.
Feliz quem vive tranqüilo
longe da sociedade,
fazendo só o que gosta,
sem buscar celebridade.
Tudo vive entrelaçado
num sentido mais profundo,
o germe que faz a gente,
o mesmo que fez o mundo.
Nem mesmo o materialista
que diz que a morte é final,
pode provar que a matéria
que faz seu corpo é mortal.
Quem sou eu, ó Deus, quem sois?
Eu me indago como um louco,
somos um vivendo em dois,
um demais, o outro é pouco.
Filosofia é a ciência
das causas e dos efeitos,
ela ensina à consciência
descobrir nossos defeitos.
Por isso que na consciência,
se as causas têm bons efeitos,
nos fazem nesta existência
cada dia mais perfeitos
Vento sopra, a chuva cai,
dia sobe, a noite desce,
morte vem, a vida vai,
mas por que isso acontece?««»»Confissão
Ângelo d’Ávila
Não quero mais remar na correnteza insana
do rio da vida que corre em turbilhão...
Sem saber do porquê que o mundo nos engana,
remei confuso e me safei da confusão.
Safei de uma vez, quando parei de remar,
num canto da vida aportei o meu navio...
Peixe que criou asas, já aprendeu a voar,
nunca mais vai descer e se afogar no rio.
Oh! Quantos neste mundo se tornaram santos
no meio dos pecados, derramando prantos!
Um santo não o sou, nem sou um pecador.
Feliz nem infeliz, já vivi muitos anos,
livrei das ilusões, livrei-me dos enganos,
não sofro mais a dor que sofre um lutador.««»»Louvor à Poesia
Ângelo d’Ávila
Nesta hora da noite, à hora vaga,
quando os sonhos se abraçam com os fantasmas
ela passa por mim como de brisa.
Namorado que sou da eternidade
saio com sua mão e vou romântico
somos duas criaturas mnemônicas.
Não sei donde ela vem nem aonde vamos
só sei que a noite escura não nos cega
nem mesmo nos impede o mar revolto.
Ela penetra as franjas do meu cérebro
acorda-me com um sopro nos ouvidos
se vibra em mim num ser que é para Deus.
Se ainda há dor no mundo, não sentimos...
A luz de Deus já lavou a humanidade...
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Trovas filosóficas
Ângelo d’Ávila
No labirinto da vida
quem só vai de cá pra lá
não acha nunca a saída
se não vem de lá pra cá.
Olhe o céu e busque ver
Deus, porém ninguém o vê,
se Deus lá não estiver
busque-o dentro de você.
Em vez de buscar nos céus
com a mente perdida a esmo,
busque a presença de Deus
no interior de si mesmo.
Se tudo aqui quando nasce,
nasce na vida morrendo,
com certeza quando morre,
morre na morte nascendo.
Da vida humana, a verdade
não é nunca conhecida,
semelhante uma saudade
escondida em nossa vida.
Na vida de muita gente
há uma certa nostalgia,
de ser triste por não ser
algo mais que ser queria
Infalível ninguém nasce,
ninguém vive sem falhar,
os erros que cometemos
ensinam não mais errar.
O meu começo e meu fim
estão nisso que hoje eu sou,
sei que Deus está em mim
como sei que em Deus estou.
Nossos atos são sementes
que plantamos pela vida,
e a seara que plantamos
temos que levar colhida.
Quem ganhou sua seara
é destinado a plantá-la,
se não plantar vai voltar
pra de novo cultivá-la.
Quando algo se estratifica
além da imaginação,
se a vida não nos explica,
há falha na explicação.
Nossos desejos de amor
nos pousam no coração
com asas de beija-flor
com garras de gavião.
Feliz quem vive tranqüilo
longe da sociedade,
fazendo só o que gosta,
sem buscar celebridade.
Tudo vive entrelaçado
num sentido mais profundo,
o germe que faz a gente,
o mesmo que fez o mundo.
Nem mesmo o materialista
que diz que a morte é final,
pode provar que a matéria
que faz seu corpo é mortal.
Quem sou eu, ó Deus, quem sois?
Eu me indago como um louco,
somos um vivendo em dois,
um demais, o outro é pouco.
Filosofia é a ciência
das causas e dos efeitos,
ela ensina à consciência
descobrir nossos defeitos.
Por isso que na consciência,
se as causas têm bons efeitos,
nos fazem nesta existência
cada dia mais perfeitos
Vento sopra, a chuva cai,
dia sobe, a noite desce,
morte vem, a vida vai,
mas por que isso acontece?««»»Confissão
Ângelo d’Ávila
Não quero mais remar na correnteza insana
do rio da vida que corre em turbilhão...
Sem saber do porquê que o mundo nos engana,
remei confuso e me safei da confusão.
Safei de uma vez, quando parei de remar,
num canto da vida aportei o meu navio...
Peixe que criou asas, já aprendeu a voar,
nunca mais vai descer e se afogar no rio.
Oh! Quantos neste mundo se tornaram santos
no meio dos pecados, derramando prantos!
Um santo não o sou, nem sou um pecador.
Feliz nem infeliz, já vivi muitos anos,
livrei das ilusões, livrei-me dos enganos,
não sofro mais a dor que sofre um lutador.««»»Louvor à Poesia
Ângelo d’Ávila
Nesta hora da noite, à hora vaga,
quando os sonhos se abraçam com os fantasmas
ela passa por mim como de brisa.
Namorado que sou da eternidade
saio com sua mão e vou romântico
somos duas criaturas mnemônicas.
Não sei donde ela vem nem aonde vamos
só sei que a noite escura não nos cega
nem mesmo nos impede o mar revolto.
Ela penetra as franjas do meu cérebro
acorda-me com um sopro nos ouvidos
se vibra em mim num ser que é para Deus.
Se ainda há dor no mundo, não sentimos...
A luz de Deus já lavou a humanidade...
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Prezado Ângelo, conheci seus poemas através de Tere Penhabe e me tornei admiradora dos seus versos. Como não poderia ser diferente, presenteia-nos com três belíssimas peças.
ResponderExcluirDesejo-lhe um grande sucesso aqui nesta conceituada edição do ArtCulturalBrasil.
Meu carinho e admiração,
Marise Ribeiro
Oi Ângelo,
ResponderExcluirParabéns pelos bonitos poemas que acabo de ler acima. Gostei muito das suas trovas filosóficas.
sinto-me muito honrado, pela amiga Tere, por me colocar aqui, entre grandes poetas.
Um abraço do Cândido