- Eliane Couto Triska - Gaúcha, nasci em Porto Alegre no Estado do Rio Grande do Sul. Formada em Direito e Psicologia, atualmente exerço a Psicologia Clínica, em Canoas, onde resido. Em 2008, na 54a. edição da Feira do Livro de Porto Alegre, lancei meu primeiro livro de poemas - "Os tempos e sua voz". Na ocasião participei de uma mesa redonda sobre Psicanálise e Poesia com Fabrício Carpinejar (escritor e poeta), Luciano Fialkowski (psicanalista e poeta) e Tiago Halewicz (músico). Escrevo desde de 2006, e alguns dos meus poemas, estão em diversos sites e blogs. Faço parte da Casa do Poeta de Canoas, filiada à CAPORI - e Casa do Poeta Riograndense e à POEBRÁS - Casa do Poeta do Brasil. Escrever é minha liberdade e minha resistência!É o meu ato vândalo às limitações da vida, nesse vão entre desejo e realidade. É promessa, que não me nego, de continuar a existir na condição de humanidade que a letra da palavra evoca.
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Alta a um Louco
(Eliane Couto Triska)
Poema, nos versos que te agrado
No saber que a mim, a sós, consiste,
Sou, em ti, a que não mais existe
Ou a outra que te escreve ao lado?
Quantas posso, em ti, e me dizer
Da liberdade de ser e ser, em ti, apenas
Um verso dentre tantos e, às centenas
Do poema, sendo apenas nenhum ser...
Poema, me deixaste atrapalhada.
Se o poeta te quis, foi sem querer,
O ruído que acordou a passarada.
Liberta-me! Dá-me a alta de um louco,
E, num súbito, o morrer
Desse amor como se fosse pouco.
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Ando Assim
(Eliane Couto Triska)
Ando assim... meio largada
Sentimentos desabotoados dos conceitos normais...
Solitária nos limites das perguntas e respostas desiguais.
Quem vai me ouvir?
Quem vai me compreender e dar razão
Se razão não há de vir!?
Meu passo
Salta vazios esparsos
Talvez por medo do olhar interno que perscruta
Quando escuta não poder ignorar.
Então... por que perguntar?
Canoas, agosto de 2006/RS
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Até o final dos Dias...
(Eliane Couto Triska)
Quando, em ti saudades fores,
Na espera morta, ó pobre poeta,
Sangrado e corroído pelas dores,
Abatido coração mostrada à flecha.
Nesse dia, talvez, até compreendas,
O amor é fio que faz fino condão,
Carinhos são cuidados, oferendas,
Sem mimo, maltratado é roto ao chão.
Não faço tratos, nem vãs promessas
De amar-te inteira mesmo que tardia.
Sou como vento, sopros das florestas
Perfumes que dão forma à poesia.
Se me quiseres - sim - jamais olvides,
Quero teus versos em rimadas melodias.
Serei a musa, a que em mim insiste
Ser tua, enfim, até o final dos dias.
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Mamãe!
(Eliane Couto Triska)
És a santa Maria! Mãe Maria!
Que pecado trouxeste no teu ventre
Se tua fenda é a canoa da nascente
Lá, onde a dor do mundo principia?
Maria do andar de formas feias.
O velho céu te quis e pôs raízes
No inferno cercado de aprendizes,
E a fé quis o lugar onde te creias.
Foi meu clamor crescente e indefeso,
Que calaste com teu beijo, o novo ente
E, carregas o mundo como peso.
Ó, minha mãe por que me abandonaste
Ás cidadelas de um mundo doente.
Para adoção a ele me entregaste?
maio/2009-RS
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