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Helena Armond


Helena Armond 
 Muzambinho MG.

Iniciada em Artes Plásticas por minha mãe Moema B. Armond
inúmeras exposições , Salões oficiais e galerias. Arte / Conceitual com destaque para Bienal Internacional 1977 acarpetando o piso do predio com 400 metros de out door num protesto a sociedade de consumo e poluição visual das cidade. 18 livros publicados Pedra D´Ára premiado pela APCA como melhor livro 1998.



André Armond comentando Helena Armond:UNICAMENTE POESIA

Delacroix - citando de memória, dizia que fazer arte era ter um conhecimento profundo do que havia sido feito no passado e, uma enorme humildade em relação a essa tradição aliada a uma consciência aguda de sua insuficiência e de que, portanto, é preciso acrescentar sempre, e a partir dela.

Pois bem, uma das ilustrações religiosas mais belas que conheço, mostra o menino Krishna emanando o universo inteiro, de dentro da própria boca, diante de sua mãe extasiada...

Helena Armond, essa poeta anti-Delacroixiana, constrói poemas a partir do nada! Ou melhor, a partir de puro ritmo. Anfion, o rei de tebas, construiu as muralhas de sua cidade-estado, soprando sua flauta divina no deserto (onde não existiam pedras!) - numa clara metáfora do poder de criação e harmonização da música (ritmo); a aranha produz seu mundo-teia a partir de si, e a partir de si a ameba lança pseudópodes, no afã de se mover e buscar alimento. Não, a helena, essa dublê de artista plástica e poeta, não é uma aberração, ao contrário, está, viceralmente, inserida na tradição mítica, religiosa e biológica do mundo e, emanando poesia.

"Segue", diz Helena, e sua poesia é sim, como a flauta de Anfion, uma voz no deserto. Sobretudo no deserto social em que se perderam as pessoas dessa cidade-labirinto, acuadas entre a violência urbana e a ausência de sentido mítico, religioso e ecológico. E eu digo: sigam essa mulher, ela caminha entre as dunas, grávida de seu ritmo, apontando o "CAMINHO" e dizendo: "SEGUE"!
(Andre Armond)


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do livro
CORREDOR DE ESPERA
1998

helenarmond

lua luar alumínio
Manuela cabisbaixa
olha o fundo da panela
ou as faianças na pia...
olha aquela fervura
de um punhado de estrelas
nu mundo da espumadeira
e a noite enrodilhada
num coador de café...
ou o sol vermelho baixo
no poente de filtrar
alumínio...lua...luar...

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do livro
TEMPOS DO VERBO SER2002

helenarmond

há um sítio
além desta tela vítrea gráfica estática...
la longe na varanda...pela brisa morna
um verde movel em profusão
os cães ao seu encontro...lambem suas mãos

a meu lado...livros papeis e em um dicionário
procuro significados... sem uma ponte que nos ligue...
...alados...a um encontro...sem discursos ...e muito louca
me faço significado
vem ao meu encontro e...lambe a minha boca

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do livro
CantoChão2005

helenarmond

do lirismo só os lírios
das profundezas dos vales
nunca postos entre linhas
desidratam ...ficam secos
e...nem os veria...não leio...
sou mãe e filha das cismas
madrasta do raciocínio
em pautas de quantas linhas
que me oferece o horizonte
crio novelos de ondes...
e...quando impublicáveis
vias anomalias
queimo ou devoro as crias...
*
gorjeios de muitas linhas ?
em fios de um poste...andorinhas...

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Mães
(helenarmond)

mães... são todas... poetas...
estetas...em traços de união
deste imenso uni-verso
trabalham rítmos e rimas
mesmo antes de saberem...
se...menino ? ou menina?
momentos de harmonia
a maior das magias...
da concepção uma leve pulsação
do pulsar o impulso passa
ao rítmo...à percurção
que se instala com o bater...
de mais um coração...
duzentos e cincoenta e dois dias
o andar de nossa mãe
é balanço e alegria

uma pausa...rítmos de contração
segue ! a primeira luz
ao grito primordial...ao rítmo de respirar!
ao dom da vida e ao princípio...
de uma canção de ninar...
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Sugestões



Um comentário:

  1. Querida e muito especial amiga Helena, hoje venho especialmente para lhe dar os cumprimentos pelo espaço aqui oferecido, e também agradecer mais uma vez os versos dedicados a minha pessoa, que deixo aqui como recordação e emoção,Efigênia

    Para Efigênia Coutinho - mulher coragem....

    leitura em grafologia :
    sobre negro profundo
    grafos de um vermelho vivo
    revela este estado máximo
    de mulher que ...porque ama...
    se amplia...abraçando o mundo...

    porque ama ama e ama
    em transparencias e amorosamente
    não importa se por acaso a resposta
    for de reserva ...fria ou reticente...
    da-se plena ao objeto amado
    e entrega a ele...o que sente...

    e este amor....divide abrangente
    a ser mulher que ama e não esconde
    mas ilumina o mundo em vermelho
    a cor / brilho...que passa a ser espelho

    helena

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