Ana Paula Fumian é natural de Caratinga / MG, mas atualmente reside em Juiz de Fora/MG. Administradora de Empresas escreve desde os 12 anos de idade. Teve seu primeiro trabalho publicado no livro Latinidade Poética e atualmente publica os textos no seu blog...
Cais...
Há tempos meu coração está no cais
Há tempos meu coração está no cais
Observando os mistérios do mar
As formas infinitas e sedutoras
Os improvisos que estremecem a alma
Há tempos meus pés estão no ar
Há tempos eu busco um que de liberdade
Mas o mar me traz incertezas
Que o sol insiste em levar na bagagem.
Eu posso não ser uma águia que alcança vôos altos
Nem ser o horizonte que cruza um caminho
Eu posso não ter a grandeza do luar
Nem possuir a voz do vento
Mas há tempos eu levo um grande silêncio no olhar
Porque meu inquieto coração na dúvida
Não sabe se fica no cais
Ou se lança no mar
...
Pássaro Selvagem
Ontem o sol nem apareceu
Eu também me escondi
Não tem feito tanta diferença assim
Estar dentro ou fora
O encontro sempre é um desencontro casual
A medida das coisas quase sempre é sem proporção
A infinidade da minha alma, não cabe na imensa calma
Que preciso ter para não perder meus ais
Vejo a vida com em uma floresta densa
Que me traz frescor e ao mesmo tempo me dilui
Nas tempestades que ocorrem no fim da tarde
Eu escuto pássaros
E os rugidos dos leões famintos que querem me devorar
Tenho a sensação de estar desprotegida
A densidade deixa a floresta escura
E a escuridão tira meu sossego
Nesse cenário sou como um pássaro selvagem
Que procura por um abrigo seguro
Com medo de se tornar prisioneiro
...
Quero
Quero as flores que colhi no seu jardim
Para enfeitar meus dias tão vazios
Quero as borboletas coloridas
E os pássaros que cantam de manhã
Quero o silêncio dos seus olhos
E o descansar da tarde que chega
Quero o afago dos seus lábios
A tocar meu rosto devagar
Quero a brisa dos seus gestos
A me procurar sem direção
Quero suas certezas duvidosas
E seu planos incertos
Quero a tempestade da paixão
Pra confundir os nossos mundos
Quero o tempero do seu medo
E a segurança do seu sono mais profundo
E a segurança do seu sono mais profundo
...
VIDA À PARTE
Cada coração procura sua órbita
Um descompasso sem passo marcado
Como correnteza que desfaz um caminho
Como o vento que sopra vida
Na alma sedenta de amor
Feito pássaro a procura de ninho
E um andarilho que perdeu a estrada
Feito fagulhas da saudade que fere
Que nem o tempo desfaz
Cada coração procura seu ângulo
E para construir laços causa espanto
Como o impar querendo um par
Um limitar da eternidade no papel
O tempo querendo voltar
E o fim que recomeça no limite
Como lágrimas que não precisam de olhos
Para nascer
Cada coração tem sua fortaleza
Na busca de uma proteção que não existe
Selas transparentes e couraças de seda
Rochedo que briga com os lírios
Na incerteza de um talvez
Cada pulsar tem sua composição
Mas na melodia de um adeus
Todo acorde desafina.
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Lindaas, eu amei aquii ='D
ResponderExcluirSão belos versos, palavras intensas e um estilo diversificado, são lindas suas poesias.
ResponderExcluirAlexandre Brussolo
Conheça meu blog http://www.alexandrebrussolo.blogspot.com
Parabéns pelo espaço e belos belíssimos versos.
ResponderExcluirAbraços.
AMADOS IRMÃOS LITERÁRIOS...
ResponderExcluirÉ um honra estar neste espaço - onde predomina a generosidade da sua anfitrião, Ruth O. Gentil Silviere - e poder sobrevoar o que há de melhor em poesia, arte e fraternidade.
Obrigado, Ruth, de coração, e parabèns pela grandeza do seu coração.
Com crinho, respeito e admiração.
Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros - Rio de Janeiro - Brasil
Ana Paula, seus textos vieram enriquecer esse Reino encantado. Seja bem vinda entre nós!
ResponderExcluirBeijos
Ruth
Ana Paula
ResponderExcluirFico emocionado todas as vezes que leio seus textos. São lindos...
André Melo