Cândido: por ele mesmo...Falar de nós, dizia Pitigrilli, é mostrar a nossa roupa de baixo.E para essas ocasiões sempre vamos a correr vestir nossas roupinhas novas, lavadinhas, de boas marcas.
Por isso, fiquem a saber que de mim saberão muito pouco: Sou o António Cândido, mais qualquer coisa que nem interessa; que escrevo uns versos mal amanhados que às vezes até batem certo, mas que só eu entendo na sua plenitude;
Sou Europeu, Português, Nortenho, Crente em Deus, não em igrejas. Mas não me importaria de ser Africano, Keniano sulista e ateu. O destino quis que fosse assim, e, quem sou eu para o contrariar. Tive várias profissões, porque comecei bem cedinho a trabalhar: fui pasteleiro, moleiro, merceeiro e profissional de seguros. Nunca perdi tempo em discotecas nem me estendi ao sol nos fins de semana de verão. Os estudos paralelos ao trabalho estavam em primeiro lugar. Não se admirem por eu não saber dançar. Mas ainda sei fazer bolos e farinha, a partir de grãos de cereais. O diploma da licenciatura serviu-me apenas para legitimar algumas actuações e guardar na gaveta. Nunca esperei que isso me trouxesse prestígio nem o procurei. Procuro tanger a minha vida o mais longe possível dos locais onde a vaidade se instala e espero morrer assim, tão humilde como os meus poemas.
Mais poemas de Cândido em: http://www.contos.poesias.nom.br/poemasdecandido/poemasdecandido.htm
««»»Mezinhas para (quase) tudo Cândido
Para curar a tristeza
Vou buscar à natureza,
No alvor de cada dia.
Cheirinhos de Primavera
Folhinhas verdes da era
E pozinhos de alegria.
Para acabar com a droga
que nossos filhos afoga
E até as nossas crianças,
Inundo a terra de rosas
De várias cores, cheirosas,
Em vez das papoilas brancas.
Para acabar com a fome
que tanta gente consome
Sobretudo os desgraçados,
Ponho na terra a semente
Que dá pão pra toda a gente
Pra ficarem saciados.
Para erradicar a guerra
Que ainda há na nossa terra,
(Dos homens grande besteira),
Falei com os meus botões
E vou pôr sobre os canhões
uns raminhos de oliveira.
Para acabar com bandidos
Esses homens já perdidos,
E que são a nossa cruz,
Coloquei-lhes no destino
Um sentimento divino
E sorrisos de Jesus.
Para reciclar o povo
E criar um homem novo
Pensei como fazer isto:
Crio um divino altar
Onde poderão casar
Madre Teresa e Jesus Cristo.
Para que haja justiça
E não sentença postiça
Feita pela corrupção,
Pra haver sentenças felizes
ponho na mão dos juízes
A espada de Salomão.
Para acabar com a intriga
Que faz a gente inimiga
E causa desgosto e dor,
Enterro o ódio bem fundo
Para que rei deste mundo,
Seja aclamado o amor.
Sei que isto é utopia
Mas era isto que eu queria
Desde o norte até ao sul...
E quando perco o juízo
Restauro o paraíso
No nosso planeta azul.
««»»
««»»
O que ela pensa de mim Cândido
Que sou amor que vem e vai embora,
Como sendo um romeiro peregrino
Que anda a rodar nos passos do destino
Como sendo alcatruzes duma nora.
É um amor sem tempo, não tem hora.
Mas deita-me em seu colo de menino,
Mostra-me tudo que há de mais divino
Mas nunca sei o tempo que demora.
E quando, enfim, volta em seus regressos,
Ouço o som colorido dos seus versos
E logo me despeço da saudade.
O seu amor de louco é tão intenso
Que nos meus devaneios até penso,
Que esses momentos são a eternidade.
Cândido, 24/01/2009
««»»
O meu primeiro amorCândido
Eu tive um grande amor, uma paixão,
Por uma doce e linda Cinderela
E a cor, azul de Céu, dos olhos dela,
Eram os focos da minha ilusão.
Mas um dia um tremendo furacão
Arrastou-me nas forças da procela,
Roubou do meu olhar a imagem bela
Que estava na moldura da emoção.
Ah! Coração, meu doido aventureiro
Que andas a procurar p’lo mundo inteiro:
Nas cidades, nos montes e nos mares.
Tu devias saber, meu desgraçado,
Que esse amor é a sombra do teu fado
E que te vais perder se o encontrares.
Cândido, 10/01/2009
Que sou amor que vem e vai embora,
Como sendo um romeiro peregrino
Que anda a rodar nos passos do destino
Como sendo alcatruzes duma nora.
É um amor sem tempo, não tem hora.
Mas deita-me em seu colo de menino,
Mostra-me tudo que há de mais divino
Mas nunca sei o tempo que demora.
E quando, enfim, volta em seus regressos,
Ouço o som colorido dos seus versos
E logo me despeço da saudade.
O seu amor de louco é tão intenso
Que nos meus devaneios até penso,
Que esses momentos são a eternidade.
Cândido, 24/01/2009
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O meu primeiro amorCândido
Eu tive um grande amor, uma paixão,
Por uma doce e linda Cinderela
E a cor, azul de Céu, dos olhos dela,
Eram os focos da minha ilusão.
Mas um dia um tremendo furacão
Arrastou-me nas forças da procela,
Roubou do meu olhar a imagem bela
Que estava na moldura da emoção.
Ah! Coração, meu doido aventureiro
Que andas a procurar p’lo mundo inteiro:
Nas cidades, nos montes e nos mares.
Tu devias saber, meu desgraçado,
Que esse amor é a sombra do teu fado
E que te vais perder se o encontrares.
Cândido, 10/01/2009
««»»Mezinhas para (quase) tudo Cândido
Para curar a tristeza
Vou buscar à natureza,
No alvor de cada dia.
Cheirinhos de Primavera
Folhinhas verdes da era
E pozinhos de alegria.
Para acabar com a droga
que nossos filhos afoga
E até as nossas crianças,
Inundo a terra de rosas
De várias cores, cheirosas,
Em vez das papoilas brancas.
Para acabar com a fome
que tanta gente consome
Sobretudo os desgraçados,
Ponho na terra a semente
Que dá pão pra toda a gente
Pra ficarem saciados.
Para erradicar a guerra
Que ainda há na nossa terra,
(Dos homens grande besteira),
Falei com os meus botões
E vou pôr sobre os canhões
uns raminhos de oliveira.
Para acabar com bandidos
Esses homens já perdidos,
E que são a nossa cruz,
Coloquei-lhes no destino
Um sentimento divino
E sorrisos de Jesus.
Para reciclar o povo
E criar um homem novo
Pensei como fazer isto:
Crio um divino altar
Onde poderão casar
Madre Teresa e Jesus Cristo.
Para que haja justiça
E não sentença postiça
Feita pela corrupção,
Pra haver sentenças felizes
ponho na mão dos juízes
A espada de Salomão.
Para acabar com a intriga
Que faz a gente inimiga
E causa desgosto e dor,
Enterro o ódio bem fundo
Para que rei deste mundo,
Seja aclamado o amor.
Sei que isto é utopia
Mas era isto que eu queria
Desde o norte até ao sul...
E quando perco o juízo
Restauro o paraíso
No nosso planeta azul.
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Ó minha Mãe,
(Cândido)
Pelo respeito que tua memória me merece,
Nunca escrevi nada em tua honra,
Porque acho que tu mereces um poema
Como eu nunca serei capaz de escrever.
Que sublime inspiração teria que receber de Deus,
Para construir um poema
Digno da grandiosa mãe que eu tive!
Por isso, nem ouso tentar escrever versos para ti.
Eu sei que, sentidamente, diria:
- Este meu filho é o maior poeta do mundo!
Pois, para ti, tudo que eu fazia,
Eram maravilhosas obras de arte.
Se lá do etéreo sítio onde estiveres,
Puderes dar uma olhadinha cá para baixo,
Deves estar a pensar:
- Que modesto é este meu garoto!
Cândido, 29/04/2009
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(Cândido)
Pelo respeito que tua memória me merece,
Nunca escrevi nada em tua honra,
Porque acho que tu mereces um poema
Como eu nunca serei capaz de escrever.
Que sublime inspiração teria que receber de Deus,
Para construir um poema
Digno da grandiosa mãe que eu tive!
Por isso, nem ouso tentar escrever versos para ti.
Eu sei que, sentidamente, diria:
- Este meu filho é o maior poeta do mundo!
Pois, para ti, tudo que eu fazia,
Eram maravilhosas obras de arte.
Se lá do etéreo sítio onde estiveres,
Puderes dar uma olhadinha cá para baixo,
Deves estar a pensar:
- Que modesto é este meu garoto!
Cândido, 29/04/2009
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Parabéns,poeta e amigo Candido!
ResponderExcluirVocê não poderia faltar neste espaço
Sucesso sempre
Amo as suas poesias,pois não?? rsrs
Beijossssssssssssssssss
Ciducha
Querido Cândido, lá vens tu com a costumeira modéstia: "escrevo uns versos mal amanhados que às vezes até batem certo"...
ResponderExcluirÉs mestre na arte da poesia, e mais seria redundante dizer aqui.
Parabéns, amigo, que continues a nos encantar com os teus grandiosos versos.
Carinho desta admiradora e aprendiz,
Marise Ribeiro
Oh, talentoso Poeta português,
ResponderExcluirCom quem até Camões aprenderia,
Se a este mundo voltasse outra vez
E lesse, do Cândido, tão bela poesia!
Neste espaço, é uma honra ter por perto
Cândido – esse grande poeta e escritor,
Que com modéstia diz: “às vezes até dão certo”
Os poemas que escreve com primor!
Viva o Poeta!
Um grande abraço.
Fernando Reis Costa
Àqueles que me tem elogiado
ResponderExcluirQuero dizer que nunca me envaideço
Pois sei o meu valor, sei o meu preço
Por todos vos bastante inflacionado.
De qualquer modo, obrigado a todos.
Abraços e beijinhos do Cândido
Poeta António Candido:
ResponderExcluirÉs Português, Nortenho, Crente em Deus, escreves "versos mal amanhados" etc... Temos boas razões em comum sendo a principal, a simplicidade de SER.
Segue assim, pois já tens a melhor receita e com ela fazes belíssima poesia.
Obrigada por tua visita ali... na janelinha ao lado, rs... estou daqui do outro lado do mar a acenar meu lenço de saudades desse Norte luso onde vivi tão feliz! Bem Hajas!
Sylvia Cohin
Prezado amigo Cândido!
ResponderExcluirQuando alguém cheira uma flor,
perfuma o ar dos pulmões,
e aqueles que lêem seus versos
perfumam seus corações.
Faço minhas as palavras do prezado poeta
Fernando Reis Costa
Oh, talentoso Poeta português,
Com quem até Camões aprenderia,
Se a este mundo voltasse outra vez
E lesse, do Cândido, tão bela poesia!
Abraços da fã que não se cansa de aplaudi-lo
Iranimel.
Querido poeta,
ResponderExcluirLer teus poemas sempre me encanta e me leva a viajar nas asas da poesia, parabéns.
Agradeço os votos de boas-vindas e estar aqui é uma alegria imensa!
Beijos da admiradora,
Anny Manzieri
Cândido, inspirado poeta, meu compatriota!
ResponderExcluirQuem não conhece teus versos? Eles circulam qual ciranda de luz a iluminar os nossos olhos de qualidade, sentimento e poesia.
Ler-te é sempre um momento especial. Obrigada por também me leres por aí.
O meu abraço fraterno em poesia.
Carminho
http://carmovasconcelos.spaces.live.com
A modéstia do Cândido quando se dirige à qualidade do que compõe,já não ilude ninguém,e aquele que duvidar do que afirmo, convido a ler os 3 poemas acima, pois tão impecável ele se comporta no soneto, quão exímio se revela nas sextilhas. Por essa simples amostra do que é capaz e pelo que tenho lido daquilo que produz, dizer que esse Cândido é bom seria pleonasmo. Meus aplausos ao Cândido, extensivos àquele que indicou o seu nomne para compor tão rico acervo de poetas. Parabéns a todos.
ResponderExcluirHumberto Rodrigues Neto.
MEU AMADO IRMÃOLITERÁRIO ANTÓNIO CÂNDIDO...
ResponderExcluirLer-te é celebrar o que há de mais sublime no silêncio, porque tuas palavras fluem como notas musicais e é através delas que o teu coração revela os sentimentos mais poderosos que tu tens, capazes não apenas de sensorializar a essência do teu tempo no Planeta Poesia, mas principalmente de abençoar a tua vida na vida dos teus admiradores.
Parabéns, meu irmão e obrigado pela honra de poder admirar-te.
Fraternalmente.
Luiz Poeta ( Luiz Gilberto de Barros ) - Rio de Janeiro - Brasil
Tuas letras vão da denúncia social, ao amor sentido ou à ironia fina e sempre com perfeição.
ResponderExcluirGosto de ler-te sempre.
beijossss
odete
Cândido querido amigo!
ResponderExcluirSabes que sou sua fã...
Lindos seus poemas!!!
Beijinhos mil!!!
Ligi@Tomarchio®
Querido amigo Cândido! Menino das belas letras!
ResponderExcluirPassei aqui e te deixo o meu melhor abraço!
Carinho, Eliane