Tere Penhabe, amiga virtual admirável, tanto quanto seus pares aqui do Artculturalbrasil, pede-me uma biografia resumida. Confesso ser um pouco difícil, porque a vida já é tão curta e, ao abreviá-la, talvez só me reste a respiração para oxigenar meu coração, suado de poesia.
Por falar em poesia, escrevo desde pequeno, quando minha alma começou a deixar de ficar “pequena”. Pertenci à geração combatente da ditadura militar, em 1968, como estudante secundarista, quando aprendi que a poesia é uma formatação da alma coletiva, do que podemos chamar de “alquimia arquetípica”.
Não década de 1970, dediquei-me à geração mimeógrafo, correndo e distribuindo pelas ruas poemas, ainda e sempre, com a esperança de que é possível arrancar flores do asfalto. Nessa epoca, escrevi um livro de poesia chamado “O ETERNO E O TEMPO”, que se perdeu pelas esquinas daquela década tão forte e transformadora de hábitos. Mas ainda tenho um exemplar guardado.
Em 1986, ganhei o prêmio João Scortecci-SP, cujo editor imprimiu 500 livros do “MOINHOS DE SUOR”, como gratificação e gratidão.
Em 1989, tirei o segundo lugar no concurso de poesia do Ministério da Educação e Cultura, com o livro “ANTICÂNTICOS”.
Daí pra cá, tive que arrumar um emprego, pois me casara e meu filho nasceu, mas ainda tenho vários livros ou para serem editados por mim mesmo, ou, queira Deus, vencerem algum concurso literário, além do VAPOR DE SOL e AGUDO SILÊNCIO.
Na verdade, a vida é curta para os distraídos, porque há eternidade no olhar astuto, principalmente dos poetas.
Na verdade, a vida é curta para os distraídos, porque há eternidade no olhar astuto, principalmente dos poetas.
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Mar de amar
João de Abreu Borges
Vem o mar
o mar vem no vento
Esse é o canto do mar
o canto vem
e sinto
Eu sou assim
o sim do mar
em mim
Um velho sino de igreja
à beira-mar...
(a maresia calou
mas há o mar
e seu canto infinito)
Vem o mar:
o mar é canto
e ar
(Venho de amar...)
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Palatal
João de Abreu Borges
Já ouvi vozes
luzes sonoras
ninhos de espinhos
destruindo rosas
redemoinhos de horas
amando
entre estranhos
Já li palavras
reli o pecado
sonhando em assobio
orquestra
em desvario
páginas vadias
sombrias vaginas
e dias...
muitos dias...
Mas...
Já encontrei pessoas
sonhando em si
sinalizando ao coração
uma forma de partir
ou momento de chegar
assombrando assombrações
com a alma a cantar
deixando o céu sorrir
sem ver nenhuma tempestade
embora teime a tempestade
em cair
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Cromosofia
João de Abreu Borges
Sonhar amarelo
(acordado!)
Caminhar vermelho
(apaixonado!)
Viver em branco:
(amanhecer!)
Olhar o azul
(pensar!)
Olhar o escuro
(morrer...)
em eternidades!
Sugestões
Mar de amar
João de Abreu Borges
Vem o mar
o mar vem no vento
Esse é o canto do mar
o canto vem
e sinto
Eu sou assim
o sim do mar
em mim
Um velho sino de igreja
à beira-mar...
(a maresia calou
mas há o mar
e seu canto infinito)
Vem o mar:
o mar é canto
e ar
(Venho de amar...)
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Palatal
João de Abreu Borges
Já ouvi vozes
luzes sonoras
ninhos de espinhos
destruindo rosas
redemoinhos de horas
amando
entre estranhos
Já li palavras
reli o pecado
sonhando em assobio
orquestra
em desvario
páginas vadias
sombrias vaginas
e dias...
muitos dias...
Mas...
Já encontrei pessoas
sonhando em si
sinalizando ao coração
uma forma de partir
ou momento de chegar
assombrando assombrações
com a alma a cantar
deixando o céu sorrir
sem ver nenhuma tempestade
embora teime a tempestade
em cair
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Cromosofia
João de Abreu Borges
Sonhar amarelo
(acordado!)
Caminhar vermelho
(apaixonado!)
Viver em branco:
(amanhecer!)
Olhar o azul
(pensar!)
Olhar o escuro
(morrer...)
em eternidades!
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