Visite nosso faceArtCulturalBrasil

Alberto Peyrano

Alberto Peyrano
Psicanalista, terapeuta floral, astrólogo, docente, cantor de tangos, ator, escritor, poeta, crítico de espetáculos, cronista. Nasceu em Peyrano, Santa Fé, Argentina, em junho 1945. Viveu em sua cidade natal até os 20 anos morando depois em Rosário. Vivendo há 35 anos na capital argentina, desenvolve ali suas múltiplas vocações e profissões. É autor dos poemários "Lágrima de trébol", "Cancionero", "Gota de azabache", "A la luz del sol", "Vôo da alma" e do livro de contos "El habitante del silencio". Na Net, é editor do seu site e também do site "Cantoria dos trovadores" e do blog lusófono "Canteiro de Versos", além de magazines virtuais como "Estrellas poéticas". Integrou a Comissão de Julgamento do "Projeto zaP!" de São Paulo, Brasil, e de varios concursos importantes na Argentina. Junto com a poeta brasileira Marilena Trujillo, foi administrador do site de Concursos "A grande chance" . Também coordenou o IPU na Argentina (Instituto da Poesia Universal, casa matriz na França) e integrou o comité do Projeto Cultural Sul em Havana, Cuba. Na atualidade integra o Conselho Geral do Movimento Internacional Lusófono (Lisboa, Portugal). Seu lema: "Poesia, mãe de todas as Artes".

Criador e mantenedor do: http://canteirodeversos.blogspot.com/
IR PARA BLOG DO ARTCULTURALBRASIL
...

««»»De olhos enxutos
Alberto Peyrano

Ser o testemunho…
seguir o coração depois do olhar
e incorporar o sofrimento
lenta,
profundamente,
como um imenso cateter
que alimenta até à alma.

Contemplar…
com a palavra adormecida na garganta,
com as mãos vazias de carícias,
com o olhar carente de piedade,
com o nada palpitando nas artérias.

Presenciar…
a agonia que aniquila o corpo,
o holocausto inútil do martírio,
o futuro das santidades gastas
e viver com ele
sem lhe poder alterar o destino
de uma inelutável história prefabricada.

Olhar…
continuar olhando de olhos enxutos,
sem poder sequer saber
quando os fecharei para sempre.

(Versão em português: José-Augusto de Carvalho)

««»»
Papagaio de papel
Alberto Peyrano

Abre as tuas asas e dança com o vento sul,
contempla a minha dimensão do alto,
apazigua os olhares
dos que não vêem mais do que os acerca
e faz por elevá-los
nas tuas cores que se fundem com as nuvens.
Uma gaivota poeta,
assombrada de plenitude,
aproxima-se da tua majestade
e tenta seduzir-te com grasnidos
plenos de areia e de mar.
A tua solenidade,
seguimento ilimitado do sonho humano,
continua no vaivém da brisa.
Um menino contempla-te e ri:
Justificas a sua eternidade.


(Versão em português: Maria Petronilho)

««»»
O pecado original
Alberto Peyrano

Incinero-me em mil sóis
quando intrépido saio
para o labirinto vão de almas sem encontro.
Além, o horizonte,
Sem se perfilar, arrisca a sua permanência.
Contudo, a minha lágrima
me diz que algum dia senti
este ser humano que hoje rodeia
a minha existência.
Desouço as vozes absurdas
que querem me deter e anular.
Vibro em mil corações,
em milhões de gargantas que não gritam,
em ruídos e confusões de angustias cotidianas
que em vão buscam a descarga.
Estamos todos sob o céu
sem levantar a vista para vê-lo!...
Nossa brasa vital
poderia encontrar a eternidade nesse gesto!
Nosso presente,
feito de pés apressados,
de mãos remexendo os bolsos,
de não saber quem tenho a meu lado,
perde a eternidade a cada instante.

(Versão em português: Jane Botti)

««»»
...

2 comentários:

  1. Querido Alberto, não há fronteiras nem idiomas a separar emoções, quando os sentimentos estão voltados para as divulgações da poesia e da cultura literária. Você é um exemplo de excelente Poeta, divulgador e incentivador da arte poética, e grande amigo.
    Parabéns pelos poemas e por fazer parte desta edição tão bem elaborada por ArtCulturalBrasil e Tere Penhabe!
    Meu carinho e minha admiração,
    Marise Ribeiro

    ResponderExcluir
  2. Amado NENE que orgulho ver teu trabalho luzindo cada dia...es meu poeta preferido...cada verso teu embala nossos corações
    te amo meu lindo hermanito
    Di
    Barcelona
    29 de agosto de 2009

    ResponderExcluir