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Amilton M. Monteiro

Amilton Maciel Monteiro
Meus traços biográficos são breves, embora minha história de vida seja longa (com a graça de Deus!). Nasci em Guaratinguetá em 25.07.1931 e, depois de percorrer meio mundo em luta pela vida, estou há exatos cinquenta anos residindo em São José dos Campos. Fiz meus primeiros versos ainda no ginásio (que comecei tardiamente) e agora, após estar aposentado e graças aos amigos que encontrei na internet, estou voltando ao velho apelo interior. Sou casado, pai de três filhos e avô de sete netos. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais. A Univap já publicou quatro trabalhos meus (apenas um de poesias).
Página do poeta no site da AVSPE: ~

http://www.avspe.eti.br:80/poetas2008/amilton.htm

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Voz do coração
Amilton M. MonteiroSerá que ainda devo escrever poesia?
Não é algo ultrapassado em era espacial?
Será que neste mundo em louca correria,
Alguém prefira versos ao comum jornal?

Perguntas como essas, faço todo dia,
Buscando ver um pouco além de meu quintal...
E então fico a cismar se o Criador daria
A vida a um poeta, fosse o estro um mal...

Se, se entender que é Deus quem manda o bardo à terra,
Só falta compreender qual é sua missão...
Será que no achar rimas seu dever se encerra?

São muitas as razões pra se entender que não!
E quem pensar que o vate é um mestre em letras, erra,
Já que ele é nada mais que a voz do coração!
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Doces lembranças
Amilton M.Monteiro


A rua principal era uma antiga estrada
Que conduzia ao Rio as produções paulistas.
E em caminhões de carga os xucros motoristas
De quando em vez passavam em louca disparada.

Em meio ao poeirão e à falta de outras pistas,
A molecada armava ali sua “pelada”...
E nos degraus de pedra à beira da calçada,
Mocinhas fomentavam as poses dos ciclistas...

A rua-estrada era o centro da cidade!
Pois nela se alinhavam a venda, o bar, a Igreja,
A Santa Casa, a escola, o clube e... na verdade,

Casebres onde aranhas punham suas teias...
Mas seu saudoso “footing”... Por mais não seja,
Me corta o coração por ter deixado Areias...
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A primeira Pedra
Jo 8, 1-11

Amilton M. Monteiro


Em certa ocasião, de fronte ao Templo
Jesus estava a ensinar o povo.
Eis que lhe vêm ao encontro os fariseus
com a intenção de O tentar de novo.

Puxando uma infeliz, aparvalhada,
procuram colocá-la em destaque
no centro dos que estavam com o Cristo;
e, assim, desferem um insidioso ataque:

- Mestre! (acusam aos gritos os impostores):
- Essa mulher foi pega em adultério!
E sabes que Moisés nos ordenou
De modo claro, justo, sem mistério,

que apedrejemos essas tais mulheres
surpreendidas na infidelidade.
Portanto, Mestre, que nos dizes tu?
Não és acaso o exemplo da Verdade?

Jesus, porém sabendo da malícia
que anima aqueles torpes fariseus,
sem responder, se inclina a escrever
no chão de terra os pensamentos seus.

(dizem que Cristo ali enumerava
a grande quantidade de pecados
que a hipocrisia esconde sempre aos homens,
mas que a Deus são todos revelados!).

Como, no entanto, a turba acusadora
volta a insistir, o Filho se levanta
e fala, então, com tal sabedoria
que o povo inteiro ao ouvir se espanta:

“O que entre vós estiver sem pecado,
atire nela a pedra por primeiro”!
Disse, e voltou a se inclinar no chão,
o sempre manso e humilde Mensageiro.

Conta São João que após dada a resposta,
todos os assacadores foram embora,
de um a um, partindo dos mais velhos,
deixando livre a ré, na mesma hora!

Jesus, voltando a ficar em pé,
encontra a moça só, ali parada,
bem onde a colocaram os fariseus,
e faz essa pergunta à desprezada:

- “Ninguém te condenou?” E ela responde:
- “Ninguém, Senhor”. Então o Nazareno,
misericordioso como sempre
lhe diz: “Pois bem; nem mesmo eu te condeno”!

E, ainda, desejoso de salvá-la
pra todo o sempre (o que é mais importante!),
conclui, dizendo “Filha, vai, e que
não tornes a pecar de agora em diante”.
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Exemplo de Mãe
(Amilton M. Monteiro)

Não me admiro de sentir saudade
De meus longínquos tempos de criança,
Vividos na escassez, é bem verdade,
Mas com imenso amor e esperança!

A gente era pobre. E a cidade
Nem possuía luz, ou a segurança
De algum doutor. E, nessa qualidade,
Aquilo é um sonho... um sonho de lembrança...

Pois o importante é que então vivendo
De modo simples, “remendando o pano”,
Só de carinho a gente ia crescendo...

A grande fé em Deus nos consolava,
Mudava em alegria o desengano...
Tal o exemplo que mamãe nos dava!

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7 comentários:

  1. Querido Amilton, muitas vezes nos questionamos se ainda há espaço para poetas no mundo de hoje. Eu me pego fazendo a mesma pergunta, mas o que seria de nossos corações se não tivessemos poesias tão belas como as tuas? Vou usar um chavão aqui, mas extremamente verdadeiro: a poesia é o alimento da alma. Portanto, querido Poeta, continua a nos brindar com belezas como as que aqui estão e todos nós te seremos gratos.
    Parabéns a ti, ao ArtCulturalBrasil e à Tere pela brilhante página.
    Meu carinho e minha admiração,
    Marise Ribeiro

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  2. Obrigado amigo Amilton,pelo envio, para poder apreciar tão melódicas poesias.Que Deus continue a iluminar seu dom, para fazer nossa alegria e prazer. bjs. Marina

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  3. Amilton bem aventurados são os homens que conseguem falar com o coração.
    Parabéns pela tua sensibilidade, por ser poeta, pois o poeta renasce a cada poema parido.
    Que Deus te encha de rimas, de inspiração para que continues espalhando teu canto poético.
    Um abraço,
    dalinha Catunda

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  4. Amilton meu querido amigo, existe momentos que agente morre em vida...São momentos que o mundo é para nós apenas mundo...

    Mas quando olhamos para o mundo e vemos as flores, os pássaros, as plantas, as colinas, as formigas, os rios, os ventos e a poesia, nesses momentos estamos vivos.

    Os poetas são e serão sempre os donos da vida, assim como nosso Criador que foi o maior dos poetas, pois criou e nos deu as belezas do mundo e as chamou: VIDA

    Sinto-me orgulhoso e vaidoso de te-lo conhecido...

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  5. Paz e bem Amilto
    Que Deus continue te iluminando a fazer essas maravilhosas poesias.
    Abraços

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  6. Parabens amigo que Deus te dê cada vez mais inspiração.Deus te abençõe

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  7. Querido poeta,amigo Amilton!

    Fiquei muito feliz ao receber este link e encontrá-lo nesta linda comunidade: Reino da Poesia. Você, sem dúvida alguma, é parte integrante do encantamento poético neste reino de beleza e sonhos, com seu bom gosto e sua sensibilidade estou certa de que todos nós fomos contemplados ...
    Receba meu fraterno abraço...
    Rita de Cássia

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