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Marise Ribeiro

Sou Marise da Costa Ribeiro, nasci na cidade do Rio de Janeiro em 10 de Fevereiro de 1952 e, apesar de possuir licenciatura em Português e Espanhol, não segui a carreira do magistério.

Trabalhei durante 25 anos na área bancária. Comecei a escrever poesias no ano de 2005, revelando-me em nuances recolhidas de sentimentos vividos até a maturidade. Não faço da escrita uma obrigação, como um profissional, apenas deixo a inspiração fluir naturalmente quando ela me visita.

Pouco escrevo sobre mim, pois me sinto melhor divagando pelos caminhos e pelas emoções que observo nas pessoas e na natureza. Não me prendo a formas poéticas, uma vez que a minha poesia é igual a minha alma: livre.

Aprecio as sonoridades da métrica e da rima, mas não nego à minha inspiração o direito de também criar em versos livres. Apresento meus trabalhos virtualmente no endereço http://www.mariseribeiro.com/ , em site próprio, denominado Cenário de Sentimentos, e em alguns grupos do Yahoo.

Sou acadêmica da AVPB, cadeira nº 109, Membro Efetiva da AVSPE, autora do Grupo Ecos da Poesia, associada ao Portal CEN e pertenço também ao Movimento Poetas Del Mundo.

Obras Publicadas Virtualmente:

E-book de poesias "As Cores da Maturidade", publicado em Julho/2005. E-book de poesias "Quimeras", publicado em Outubro/2005.

Estes trabalhos foram lançados pela Editora Del Nero Virtual Bookstore e se encontram hospedados nos sites

Participação em Antologias editadas graficamente:

Dois Povos Um Destino – 2ª Antologia Literária do Grupo Ecos da Poesia – Diversos Autores - Ano 2006

2ª Antologia do Portal CEN – Diversos Autores - Ano 2006

10 Rostos da Poesia Lusófona na XIII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro – Editora APPERJ – Ano 2007


««»»Semeador(Semeia a dor)
Marise Ribeiro
Quisera cultivar dores antigas
E com elas seguir bem adubada,
Mas este coração, sem pá ou enxada,
Planta-me sem cessar novas urtigas...

Quando me sinto assim, acostumada,
Em ter a alma arada por formigas,
Tenros pesares vêm, brotam do nada,
E fundo se enraízam como vigas.

Quisera, enfim, tornar-me pedregosa,
Lágrimas não chover quando nublosa,
Apenas ser um reles solo morto...

Mas sementeiro pássaro da dor,
Meu coração traz novo dissabor
E cria em mim um outro fértil horto!...

08/02/08


««»»
Filho de Ninguém
Marise Ribeiro

Solidão no esmolar...
Ausência de mãos a te afagar...
Fome do seio materno...
Pessoas te oferecendo um olhar de inverno.

Chão de pedra sujo e duro...
Nem sonhas com o futuro...
Não o tens, não há esperança...
Não há quem se importe com a criança.

Para muitos já és um homem,
Já roubas, já matas, já te vicias...
Desamparado, crias medo de lobisomem,
O lado menino ainda fantasias.

A sociedade te rejeita,
A ela tu não convéns...
Estende teu trapo, teu abandono deita,
És invisível, és filho de ninguém!

13/04/06
««»»

Possessão
Marise Ribeiro

Quantas mulheres há em mim?
Às vezes me pergunto e me perco na conta.
São tantas e tão diferentes que, enfim,
nem sei qual delas mais me afronta.
Será que são almas do passado,
atraídas a este corpo abandonado,
que vieram para me fazer companhia?
Não sei! Sei que as tenho uma por dia.
Mulher ingênua, romântica,
mulher guerreira, faceira,
covarde, inteligente, vadia,
realizada, mal-amada,
carente, independente...
Mulher insana, profana,
sensual, intelectual, artificial...
Algumas ávidas e viscerais,
outras suaves e angelicais,
mas todas verdadeiramente mulheres,
e nada mais.
Há aquelas que, sem pudor,
se desnudam ao amor,
as que se calam diante da dor,
as que gritam seus tormentos...
Há as submissas,
as suicidas procurando lenimento.
Umas me fascinam,
outras me alucinam,
mas, com certeza, todas me dominam.
Quando acordo, uma vem logo me possuir
e sinto assim qual pele terei de vestir,
se de solidão ou de emoção,
se de felicidade ou de melancolia.
Todas são minhas bem-vindas musas,
pois, assim que surgem,
choram ou cantam em poesia.

24/04/06

««»»
Sublimado Amor
(Marise Ribeiro)
Amor de mãe é afeto natural,
Doado a quem seu ventre concebeu,
A quem o nutridor seio acolheu,
Tornando seu viver especial...

Filho perfeito ou não, mas filho seu,
Por ele perde o sono, dorme mal,
Conduze-o pelo tempo qual cristal,
E vive com seus medos no apogeu...

Amor maternal é canto em poesia,
Ou lágrima e sorriso em sintonia
De um fruto próprio, fecundado e nato.

Porém, há um amor que não se mede:
É o sublimado amor que a mãe concede
À criança adotada em orfanato.

24/04/09


Solicitamos aos poetas do Reino da Poesia a atualizarem seus e-mails
envio para: artculturalbrasil@gmail.com







sugestões




12 comentários:

  1. Caríssimos amigos do ArtCulturalBrasil, agradeço a honra a mim concedida de fazer parte deste conceituado blog. A nova página "Reino da Poesia", com a assinatura da querida Poeta Tere Penhabe, coloca-me ao lado de insignes nomes da nossa poesia, o que me incentiva a buscar o melhor nesta seara que abracei há tão pouco tempo.
    Sempre grata, deixo meu carinho e minha admiração a todos, parabenizando também os Poetas editados na nova página.
    Marise Ribeiro

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  2. Os meus Parabéns, à querida Marise Ribeiro! A esta Poetisa rendo as minhas homenagens pela progressiva e voluntariosa ascensão no mundo da poesia. A sua inspiração nata e a sua rara sensibilidade, que conheci em botão, depressa se abriram em flor que hoje nos é oferecida com o perfume da sua poesia amadurecida em qualidade e beleza.
    Felicitações à ArtCulturalBrasil e à Poeta amiga.
    O meu abraço
    Carmo Vasconcelos

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  3. Olá, moça dos sentimentos!
    Menina, seu Cenário é uma beleza! Já disse isso lá no teatro, mas conhecendo aqui, com mais calma, parte de sua alma, confesso que fiquei duplamente encantada.

    Amei a maneira como você descreveu as mulheres que há em você, rs.... achei graça porque já discorri também sobre o mesmo tema, e acho lindo conhecer o interior de uma mulher, realmente nenhuma é única, todas individualmente podem ser muitas,parece que estou falando um absurdo, não parece? rs...mas especialmente as que são poetas são assim mesmo, e por mais que a gente explique, a maioria das pessoas acham que a gente vive ou viveu tudo o que escrevemos, não é? Certa vez tive que dizer a um fã,o seguinte: Será que se algum dia eu quiser escrever sobre assassinato, antes eu terei que matar alguém? Ahahahahahaa.....foi nesse dia que ele entendeu que poeta viaja nas fantasias que criam, portanto qdo. as descrevem parecem realidade.
    Parabéns querida amiga, amei seus textos, você é ótima.
    Um super abraço e votos de muito sucesso. Sempre amiga,
    Iranimel

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  4. Marise:
    É para mim um privilégio estar no "Reino da Poesia" e ter Você como companheira entre vários e talentosos poetas deste Blog.
    Agradeço as suas palavras de carinho e apreço.
    Certo de que tudo faremos para merecer este espaço, desejo-lhe os maiores êxitos.
    Beijinho de amizade.
    Fernando

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  5. Olá Marise,
    Que bom estarmos juntas neste celeiro de rimas, entre pilhas de individualidades que somadas, são a própria Poesia, multifacetada!
    Sei do seu amor por ela e desejo que lhe siga os passos por onde for. Será bem representada!
    Abração, Sylvia Cohin

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  6. Oi poeta linda,

    Quero deixar aqui expressa a minha admiração pela delicada beleza da sua poesia.
    Os exemplos acima, são poemas de rara
    sensibilidade que só os eleitos possuem.
    É uma felicidade sentir-me entre tão talentosos poetas, onde se pode desfrutar o prazer de ler grandes poetas como você e muitos outros que por aqui se encontram
    Meus parabéns e beijinhos do
    Cândido

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  7. Meus cumprimentos a você marise, merecedora deste espaço cultural que lhe foi oferecido, além de grande poetisa, é um ser humano para muitos seguirem, com admiração,Efigênia Coutinho

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  8. Olá Marise.
    Muito obrigada pela acolhida tão carinhosa. É uma honra para mim estar entre poetas tão talentosos, neste espaço tão especial.
    Adorei seu poema "Filho de ninguém"...
    Um abraço carinhoso,
    Fátima Moreira

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  9. Marise, menina querida, poeta que tanto admiro,
    Obrigada, muito obrigada pelas palavras carinhosas dedicadas a mim.
    Agora estou ainda mais feliz e mais agradecida, pois encontrar você também aqui é motivo de muito orgulho para mim.
    Ler você é sempre muito bom!
    Sucesso para nós.
    Beijo carinhoso
    Sanzinha

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  10. Marise,
    Visitar o Cenário de Sentimentos é uma dádiva. E agora, maior ainda é a alegria em ler os seus lindos poemas postados nesse maravilhoso Reino da Poesia, que nossa amiga Tere - a talentosa Terere - organiza com carinho e dedicação.
    Beijos, minha querida!
    Ruth Gentil Sivieri

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  11. Deixo meus parabéns a essa grande amiga e autora, também companheira de vários grupos de poesia e antologias publicadas, onde sempre costumo apreciá-la. Parabéns, grande poeta!

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  12. Eliane Couto Triska5 de abril de 2009 às 14:54

    Marise, uma simpática carioca que tive o prazer de conhecer pessoalmente. Parabéns, Marise, por fazer parte deste espaço onde a inspiração no belo fez sua gênese. Beijos, Eliane

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