Sou Regina Coeli Rebelo Rocha, nascida na madrugada de 16-11-1951 na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Grande parte de minha vida gastei percorrendo caminhos que eu pensava não significassem necessariamente a busca de mim mesma; hoje sei que eles já eram o esboço do que tanto desejei: conhecer-me um pouco mais e melhorar-me como pessoa. Inicio nova fase de busca em que me utilizo não do que é material, mas essencialmente dos valores que trago comigo, os quais vestem com firmeza as minhas atitudes sob o olhar muitas vezes inquisidor de muitos, e às vezes do meu próprio.Espelho-me no que diz Ilka Vieira, Poetisa e Amiga de minh´alma:"Não tenho nenhuma saudade de mim, porque o que fui não quero ser mais...". Se vivi muitíssimo para os outros, hoje eu me arremesso no tempo e faço as minhas oportunidades, querendo unicamente desfrutar de uma Vida plena de Beleza e de Paz Interior, louvando cada amanhecer. Quero desfrutar da Liberdade, Ternura, Gentileza e Amor que vejo e sinto na Natureza, para que me adocem das agruras e me sejam a companhia que me faz tão bem. E os versos que hoje escrevo, que eles sejam um retrato retocado do que fui.
Quero cantar a Vida em todo o seu fulgor; dar-me e doar-me à sutileza das palavras, tradutoras de tudo o que sinto e faço, e das quais me utilizo para alforriar sentimentos, vivências e percepções num livro cujas páginas sejam as mais bonitas que eu possa escrever. E com essas palavras, que eu consiga me aproximar do meu semelhante com a generosidade do sol e a claridade da lua para com ele estreitar laços de Respeito e de Amizade, independentemente de a memória acusar o distanciamento de alguns corações em relação ao meu. Que o meu percurso em poesia me leve a alturas a que os meus pés jamais poderão me levar... E que eu escale as palavras e as imagens com a simplicidade e o lirismo de um regato que se sente pleno no seu encontro com o caudaloso rio...
Assim me quero. Assim hei de me sentir. E assim eu me farei feliz. E o meu ainda insipiente entender das coisas talvez me diga que já terá valido a pena eu ter passado por esta Vida.
Regina Coeli Rebelo Rocha.
Publicações em e-book: http://www.delnerobookstore.com/edicoes_trimestrais/regina_coeli/index.htm
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Da emoção à razão
Regina Coeli
Sentar o pensamento no balanço
E balançar as ternas ilusões
Qual berço das ninadas emoções,
Fazendo cochilar um sonho manso...
Bailo nas nuvens, co´as estrelas danço,
Dou-me ao vento, flutuando sem senões,
Num tempo de minutos fanfarrões
Que acenam, meigos, quanto mais avanço.
E vou longe, um sorriso a me sorrir,
Colorindo esta minha solidão,
Fiel companheira no meu ir-e-vir...
Enlevo-me no Amor e na Paixão,
Voo, feliz, eu sou um bem-te-vi!...
Desperto triste... com os pés no chão!
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Caminhos do meu tempo
Regina Coeli
Se quero percorrer sábias estradas
E dar aos meus minutos rico fim,
O que eu puder andar dentro de mim
Eu andarei... Por trilhas e quebradas...
Caso eu cruze com rosas maltratadas
E encontre sem olor cada jasmim,
Hei de buscar saber por que é que vim
Pousar meus pés em rotas desbotadas...
Após a tempestade vêm as cores
Dispersas no arco-íris da ilusão
E no doce perfume de mil flores...
Que das copiosas chuvas de verão
Revelem-se das matas os verdores,
E os meus becos em luzes se abrirão!
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Sementeira
Regina Coeli
Ventos açoitam, um frio insano gela
Os sonhos róseos de uma tez morena
Em tenra casca a emoldurar, pequena,
Caminhos jovens vistos da janela...
Cercas se curvam ao tempo que atropela
Podres moirões em solidão serena,
Enquanto os invasores entram em cena
Jogando ao chão porteira sem tramela...
E no cair de chuvas copiosas...
E no calor do sol, beijando ardente,
O arame frouxo veste-se de rosas...
E aquele Amor, guardado qual semente,
Germina ao fim de esperas dolorosas
E explode em cores suaves... docemente!
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Da emoção à razão
Regina Coeli
Sentar o pensamento no balanço
E balançar as ternas ilusões
Qual berço das ninadas emoções,
Fazendo cochilar um sonho manso...
Bailo nas nuvens, co´as estrelas danço,
Dou-me ao vento, flutuando sem senões,
Num tempo de minutos fanfarrões
Que acenam, meigos, quanto mais avanço.
E vou longe, um sorriso a me sorrir,
Colorindo esta minha solidão,
Fiel companheira no meu ir-e-vir...
Enlevo-me no Amor e na Paixão,
Voo, feliz, eu sou um bem-te-vi!...
Desperto triste... com os pés no chão!
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Caminhos do meu tempo
Regina Coeli
Se quero percorrer sábias estradas
E dar aos meus minutos rico fim,
O que eu puder andar dentro de mim
Eu andarei... Por trilhas e quebradas...
Caso eu cruze com rosas maltratadas
E encontre sem olor cada jasmim,
Hei de buscar saber por que é que vim
Pousar meus pés em rotas desbotadas...
Após a tempestade vêm as cores
Dispersas no arco-íris da ilusão
E no doce perfume de mil flores...
Que das copiosas chuvas de verão
Revelem-se das matas os verdores,
E os meus becos em luzes se abrirão!
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Sementeira
Regina Coeli
Ventos açoitam, um frio insano gela
Os sonhos róseos de uma tez morena
Em tenra casca a emoldurar, pequena,
Caminhos jovens vistos da janela...
Cercas se curvam ao tempo que atropela
Podres moirões em solidão serena,
Enquanto os invasores entram em cena
Jogando ao chão porteira sem tramela...
E no cair de chuvas copiosas...
E no calor do sol, beijando ardente,
O arame frouxo veste-se de rosas...
E aquele Amor, guardado qual semente,
Germina ao fim de esperas dolorosas
E explode em cores suaves... docemente!
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Mãe...
(Regina Coeli)
MÃE... Apenas três letras mais um til
Cantados muito simples neste verso;
Um nome do tamanho do universo,
Tão amplo o seu conceito, e tão sutil...
MÃE... Ditoso e sublime amor servil
Em horas de cansaço até perverso.
Feliz ninar no berço mais diverso
Que o conjugar do verbo amar intuiu...
MÃE... Pintura da Vida em majestade
No olhar que luz um brilho feito estrela
Sobre a estrada pro filho percorrê-la...
MÃE... Abnegação e caridade.
Doce amor transformado na saudade
Doída que hoje sinto por perdê-la...
(Regina Coeli)
MÃE... Apenas três letras mais um til
Cantados muito simples neste verso;
Um nome do tamanho do universo,
Tão amplo o seu conceito, e tão sutil...
MÃE... Ditoso e sublime amor servil
Em horas de cansaço até perverso.
Feliz ninar no berço mais diverso
Que o conjugar do verbo amar intuiu...
MÃE... Pintura da Vida em majestade
No olhar que luz um brilho feito estrela
Sobre a estrada pro filho percorrê-la...
MÃE... Abnegação e caridade.
Doce amor transformado na saudade
Doída que hoje sinto por perdê-la...
Sugestões

Lindoooooooooooo, Reginaaaaaaaaaa!!!
ResponderExcluirTua poesia é de um lirismo que tocou meu coração!!! Parabéns!!! Bjssss, Esther
Oi poeta linda,
ResponderExcluirParabéns pelos sonetos que acabo de ler, perfeitos na forma e lindos no seu conteúdo. Gostei especialmete dos "Caminhos do meu tempo"
Beijinhos do Cândido
Parabéns, Regina! Lindos sonetos que vão de encontro à alma e ao coração.
ResponderExcluirParabéns à Tere por nos dar a oportunidade de conhecer os poetas contemporâneos.
Linda página!
Beijos
Ruth Gentil Sivieri
Olá Regina!
ResponderExcluirA solidão é como o mar imenso e silencioso mas fértil de vida! Para conhecê-lo bem, há que mergulhar fundo, sem medo de perder o ar...
O mar dos poetas, está na solidão onde mergulham a 'pescar' vida; estão lá os seus tesouros...
Grande e fraterno abraço.
Sylvia Cohin
Amigos, minha alegria é imensa em estar aqui com os meus versos. Agradeço, indistintamente, a quem permitiu que eu viesse e a quem me traz o carinho de sua palavra meiga e amiga. Agradecerei até o que não me seja favorável. Aprendi a agradecer, e isso me faz muito bem. Estou honrada e muito feliz em meio à poesia de todos. Sinto-me como uma flor num jardim de tantas outras, belas e perfumadas. Meu carinho no abraço fraterno que aqui deixo. Regina Coeli/RJ.
ResponderExcluirRegina querida,
ResponderExcluirQuanto orgulho de ver seus lindos versos aqui, minha amiga.
Cada vez mais ArtCultura enriquece com as escolhas dos poetas aqui reunidos.
Parabéns menina Poeta, que tanto admiro, respeito e aplaudo.
Beijos carinhosos
Sanzinha
Minha Regina
ResponderExcluirCada vez mais enternecida - até às lágrimas - e orgulhosa, por ver reconhecido, a cada dia, o valor que eu já conhecia, beijo-lhe as mãos e a
alma, irmã querida. com amor, binha
Não há como economizar elogios ao Art Cultural Brasil após ter tomado a feliz iniciativa de criar o blog Reino da Poesia, compondo um cast de poetas de primeira linha. E não há como se omitir meritórios parabéns a Tere Penhabe por ter incluído nessa plêiade de exímios artistas do verso o nome de Regina Coeli. Veja-se um pouco das qualidades indiscutíveis desss poetisa nos três sonetos com que ingressa nesta página, em especial o que traz por título "Caminhos do meu tempo". Só sonetistas com amplo domínio da versificação logram a glória de engendrar, em técnica e emoção, um terceto final como este:
ResponderExcluir"Que das copiosas chuvas de verão
Revelem-se das matas os verdores,
E os meus becos em luzes se abrirão!".
Confiram. Vale a pena!
Humberto Rodrigues Neto
Que lindo blog...
ResponderExcluirRegina,
Seus poemas são lindos!
Tenho um poema surpresa para VC:
http://clubedalinguaport.ning.com
e também no
http://www.recantodasletras.uol.com.br/autores/silviaraujomotta
Saudações acadêmicas de paz e poesia
Sílvia Araújo Motta-CAPPAZ-BH/MG/Brasil
silumotta@hotmail.com
clubedalinguaport@gmail.com
Mesmo quando não escrevia, Regina sempre foi poeta.
ResponderExcluirA verdadeira poetisa se expressa com a alma, e Regina há muitos anos é perfeccionista no trato com os pares, um ser humano acima da esfera normal.
Recebi dela muitos ensinamentos, fui seu aluno e admirador, e vou á vida com sua eterna lembrança.
Deixo meu carinho:
Harley
Que bom ver esta criatura de Deus revitalizada pela arte de escrever . Hoje, podemos aprender, de maneira especial, como refletir a vida . Parabéns !!!
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